Não podemos ficar indiferentes à realidade da vida. A forma como a sua trajetória é traçada para o homem. As dores e os prazeres experimentados desde o primeiro minuto.
Poderíamos afirmar que a vida é valorizada pela morte. Ela, a morte, com sua presença irreverente desde sempre, vigilante, dita as normas que a vida deverá seguir. Estabelece o tempo. Senhora absoluta nos traz o sentimento constante de sua presença. Autoritária, nos permite a alegria de ter tido mais um minuto, uma hora, um dia, e os anos que se somam, graças a sua generosidade.
Paradoxalmente a morte é tristeza e alegria, nos leva a contar o tempo convencionado, comemorando aniversários que nada mais são do que um recado mudo de agradecimento que a ela fazemos: “obrigado pelo seu silêncio durante mais este ano”.
Não se fala da vida sem pensar na morte, pois ela reina absoluta fazendo-nos concessões, dando-nos favores, e , de quando em vez, provocando algum tipo de intimidade num desejo de sedução, mas, nunca perdendo o seu jeito autoritário de quem tem a palavra final e pode sentenciar com a soberania que lhe é peculiar: O FIM.
Mas, mesmo a morte tão soberana não consegue apagar o brilho da vida, o seu dom, a beleza que ela encerra, alimentando o desejo perene de ser perpetuada.
Sabemos que a vida não vem embrulhada em um laço, mas é um presente de Deus, que soberano rege a vida e a morte, e submete o antes e o depois, num sinal verdadeiro de sua presença suprema. Esse Deus humaniza, desperta a alegria de viver. Rege todos os planetas e todos os sistemas de forma precisa. Ele4 faz da vida o maior dos presentes, dando-nos o direito de presenciar toda a sua grandeza mesmo estando acima dos limites da nossa própria compreensão.
Meu incrível professor que me presenteia a todo instante com a sua imensa sabedoria.
Por Tainã Areal

Dotado de riqueza cultural, sensibilidade, perceptividade... Você foi capaz de refletir e avaliar com clareza, precisão e otimismo - como tudo que avalia - esse enigma do mundo de forma admirável e reverenciosa!
ResponderExcluirParabéns, Dr. M.Guida!
Jully Afonso