segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pequenas ações divergentes são necessárias!

Em questões de costumes, agir uma única vez que seja ao encontro daquilo que reputamos preferível; ceder aqui, na prática, conservando, contudo, a liberdade intelectual; comportar-se como todos e manifestar assim, a todos, uma amabilidade e uma bondade para compensá-los de alguma forma das divergências de nossas opniões: - tudo isso é considerado, entre os homens um pouco independentes, não somente como admissível, mas também como "honesto", "humano", "tolerante", "nada pedante" e quaisquer que sejam os termos que se usa para adormecer a consciência intelectual: e pe assim que um tal faz batizar cristãmente seu filho apesar de ser ateu, outro cumpre seu serviço militar como todos, embora condene severamente o ódio entre os povos, e um terceiro se apresenta à igreja com uma mulher porque ela é de piedosa família e faz promessas diante de um padre sem sentir vergonha de sua inconseqüência. "Isso não tem importância se algum de nós faz o que todos fazem e sempre fizeram" - assim fala o preconceito grosseiro" E o erro grosseiro" Pois nada é mais importante que confirmar uma vez mais o que já é poderoso, tradicional e reconhecido sem razão, pelo ato de alguém reconhecidamente sensato: é assim que se confere a essa coisa, aos olhos de todos aqueles que dela ouvem falar, a sanção da própria razão" Mil respeitos por suas opniões! Mas pequenas ações divergentes têm mais valor!

Nietzsche
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E isso implica diretamente em nossas ações diárias. Quando estou num lugar que sei que não deveria, quando tenho atitudes contrárias à minha consciência por um capricho, ou talvez uma ilusão de que aquilo vai me fazer bem temporariamente. Mas a nossa consciência sempre vem à tona e a gente vê que de fato foi uma tentativa frustrada de adormecer a nossa consiência intelectual!

Por: Júlia Queiroz

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